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Eu: 18 anos, solteiro, comunicativo e extrovertido além limite do suportável, auto-crítico impiedoso, amigo dedicado ou inimigo incansável. Até hoje tenho mais amigos. A escolha é sua....hehehehehe.
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:: Segunda-feira, Julho 12, 2004 ::

OW... O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI AINDA??



Não tá sabendo que essa joça mudou?
É, mudou sim! Posts novos, um template legal, mas com a qualidade L@NCELOT.
Voa pra lá!

http://camelot_retorno.blogspot.com/
:: Vomitado por El Missionário 2:59 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Quinta-feira, Junho 10, 2004 ::

Beccaria e o moderno Direito Penal



"Mas, se ao sustentar os direitos do gênero humano e da verdade invencível, contribuí para salvar da morte atroz algumas das trêmulas vítimas da tirania ou da ignorância igualmente funesta, as bençãos e as lágrimas de um único inocent reconduzido aos sentimentos da alegria e da felicidade consolar-me-iam do desprezo do resto dos homens."
- Cesare Bonasena, Marquês de Beccaria.
(1738 - 1794)


Nascido em 1738, na cidade de Milão. Foi educado por jesuítas, em Paris, onde passou toda sua juventude em contato com a filosofia clássica e francesa, tendo sido principalmente inspirado pelo barão de Montesquieu, em sua obra "Lettres Persanes" (Cartas Persas).
Por volta de 1764, insurgiu-se contra as injustiças do Direito Penal vigente, e escreveu o célebre tratado "Dei Delitti i delle Pene" (Dos Delitos e das Penas).
Nessa obra, Beccaria ataca violentamente a legislação penal européia, acusando-a de obsoleta, pois ainda seguia os velhos moldes do Direito Romano puro, compilado pelo imperador bizantino Justiniano, em suas "Institutas". Também denuncia que as leis, cuja a função primária deveria ser libertar e proteger os mais fracos dos mais fortes, serve justamente como um instrumento opressivo da elite dominante, como sustentado posteriormente por Karl Marx, já no século XIX.
Beccaria fundamenta o Direito de punir nas idéias dos ingleses Thomas Hobbes e John Locke. Cansados de viver em estado de guerra e incerteza, onde cada um é apenas guiado por sua vontade (e admitindo-se que a natureza humana é má) os homens se reunem em sociedade, abrindo mão de suas liberdades e direitos absolutos sobre tudo, para garantir que cada um possa ter sua propriedade. Com essas liberdades das quais abrem mão, forma-se um "banco". Cabe ao Estado zelar para que não seja violado esse banco, e em caso de isso ocorrer, este reserva-se o direito de punir ("jus puniendi").
Essa punição deve ser justa, na medida que mesmo impressionando os demais cidadãos (em caráter exemplar) não seja desumana. Logo, Beccaria é radicalmente contra o emprego de tortura, pena de morte e demais instrumentos de coação física.
É marcante sua posição jus positivista. Para o marquês, nas punições, somente deve ser aplicado o previsto em lei, previamente aprovada pelo poder competente, sendo vedada a opinião do magistrado ou de qualquer outra pessoa. Do contrário, a lei poderia tornar-se um poderoso instrumento de vinganças pessoais (como de fato o foi por muitos séculos).
Sua obra, embora pequena, revolucionou o Direito moderno. Hoje, mais de dois séculos após sua publicação, é notável a influência de suas idéias nos ordenamentos jurídicos de todos os países democráticos do mundo.
:: Vomitado por El Missionário 11:47 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Quinta-feira, Maio 20, 2004 ::

Conto



Salve, amados!
Hoje, publico aqui um conto que eu mesmo escrevi, há cerca de dois anos atrás, numa aula de matemática no segundo colegial (ao que podeis ver todo amor que devoto às ciências exatas...)
Espero que gostem. É o meu preferido, e minha professora de redação costumava ler para todas as salas de primeiro ano que ela pegava.

"There ate more misteries between heaven and earth, Horatio, than your vain philosophy can imagine."
- SHAKESPEARE. "Hamlet", Act I.

Sentou-se.
Sentou-se e pensou. Pensou como há muito tempo não pensava. A sala era a mesma, mesma pompa de outros tempos, pela qual ele todos os dias passava, mas só agora a enxergava, por assim dizer. Parecia que por anos estivera ausente daquele lugar, daquele sítio que agora lhe dava a idéia de um mausoléu. Os tapetes persas dos avós, vasos chineses da tia bisavó, muitos retratos, retratos de antigas gerações de nobreza, que agora nada mais significavam.
Mas os tempos de glória se haviam passado. Tudo se fora de repente. Aquela sala, outrora freqüentada e exalando o doce perfume de riqueza e luxo elitista, agora eram só sombras e pó.E pó...
O barão levantou-se e encarou fixamente o retrato sobre a lareira. Era de seu pai, ainda jovem.O retrato o encarou de volta com um olhar de reprovação.Sim, ele estava certo... Não tirava a razão do magnífico rapaz que o fitava.
-Me perdoa meu pai!
Irrompera em copiosas lágrimas e deixou-se cair na poltrona em que em outros tempos se aconchegava para relaxar. Estava sinceramente arrependido. Mas agora era tarde, muito tarde. Todo o seu patrimônio construído ao longo de muitos anos estava irremediavelmente perdido, e legava à sua prole as dívidas.
Soaram as doze badaladas do meio dia, no velho relógio de madeira da sala de jantar.
Momentos depois, ouviu-se o ranger suave da porta de entrada de madeira maciça, seguido de passos de sapatos femininos.Chegara a esposa. Entrara e não lhe notara. Estava magnífica em seus trajes dominicais. Ainda era bela sem dúvida. A idade não lhe tinha apagado os ricos traços de outrora, senão dado-lhe a beleza da maturidade, como a que se vê nas árvores antigas e viçosas. Os longos cabelos, de cachos dourados emolduravam seu rosto, aquela expressão doce, acrescida da experiência dos anos passados.Subiu as escadas como de costume, carregando sua sombrinha e desfazendo o laço da alva fita que lhe prendia o chapéu de passeio à cabeça. Seu ar estava mais triste do que de costume, ele percebera... Afinal, era triste perder o lugar onde haviam vivido felizes por quase trinta anos.
Do andar superior ecoou um grito amargurado, seguido de uma queda. Novamente se ouviu a porta, e por ela entraram seus filhos, dois rapazes e uma moça, todos em seus trajes de passeio dominical. Eram todos à imagem e semelhança daquele casal. Os varões subiram a escada em alvoroço, fazendo com que a jovem esperasse no patamar inferior.Ainda sim, nenhum deles o havia notado, sentado na poltrona da lareira, ainda mirando o retrato.
Momentos depois, o mais velho desceu amparando a mãe nos braços, reanimando-a do choque. O outro descia um pouco mais atrás, carregando nos braços um fardo inerte.Era um corpo.Corpo cujas feições eram extremamente parecidas com as de todos aqueles naquela sala, porém, os olhos castanhos não mais irradiavam o brilho de um ser vivente. O sangue manchava sua branca camisa, e na destra ainda carregava o maldito objeto causador de toda aquela cena: uma pistola.Lágrimas rolaram...
A desgraça se completava e se fechava sobre aquela família.


"In Pace Requiescat"



:: Vomitado por El Missionário 12:26 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Domingo, Maio 09, 2004 ::

De quão TONTO é o ser humano



Salve, mui ilustres leitores.
Nesse sábado fiquei em casa, já que quarta-feira teve festa da faculdade (Falsidade Ideológica 8, à fantasia - sobre os bafos que eu dei, completamente chapado, não menciono uma palavra sequer...). Além de que eu estava um pouco doente. Nem mesmo dignei-me a ligar o computador... fiquei na sala, deitado, com a cachorra em cima de mim, vendo TV. Ou ainda, mudando compulsivamente de canal. Aliás, novidade...agora naquele programa "mistérios", do nosso amigo Edir Macedo, tem um poço no cenário, que o pastor reza ao lado, pelas pessoas que estão lá no fundo. Não é meigo?Inclusive tem um telhadinho vermelho e até balde.
Mas, no final da busca, finalmente deixei num filme da globo, com o Keanu Reeves: "A walk in the clouds"(Um passeio nas nuvens). O enredo é bem simples: um soldado encontra na estrada uma moça grávida, mãe solteira (isso na década de 50). Conversando, ela diz que é de uma família mexicana muito tradicional, de vinicultores, e que o pai vai matá-la se descobrir que ela engravidou. O soldado então se oferece para passar-se por seu marido, e, depois de algum tempo, abandoná-la (já que ele era casado). Mas, obviamente, ele se encanta com a família e se apaixona pela mocinha e blá,blá,blá... Não preciso nem mencionar que a reconstituição da época é linda.
Mas, o cômico dessa história fui eu, à 1:00 da manhã, no fim do filme, chorando. É isso mesmo, amados leitores, eu sou completamente emotivo, além de romântico incorrigível, desde os 13 anos, quando me apaixonei por uma garota e mandei várias cartas de amor. Obviamente ela me dispensou na maior, já que eu era gordo e feio. Nada mais natural. Hoje em dia nem a culpo mais, dado que eu provavelmente teria feito o mesmo. O legal foi a volta por cima. Com 16 anos eu a reencontrei, e já estava bem mais apresentável. A única coisa que ela ouviu de mim foi "oi" e eu fiquei admirando a cara de "nossa, que diferente". Inclusive às vezes eu ainda a encontro e me pergunto "o que será que eu vi?"

Enfim... para terminar esse post retrospectivo-introspectivo, vai a letra da música tema do filme:

La Serenata Mariachi

Amor, si me llamas amor
Si me dejas amarte mi bien,
Yo te voy adorar.....
Las estrellas donde han asombradas,
La noche empiezera ya amaradas....
Candor, si me das tu candor
Si me dejas amarte mi bien,
Yo te voy adorar....
Amor, si me llamas amor
Si me dejas amarte mi bien,
Yo te voy adorar.....
Las estrellas donde han asombrasdas,
La noche empiezera ya amaradas...
Amor, si me das tu valor
Si me atrevo a quererte mi sol,
Te voy a idolatrar....
Los angeles nos traeran la ternura,
Las flores nos vestiran de dulzura,
Contigo voy a sonar conquerubes,
Contigo voy a pasear en las nubes,
Contigo voy a pasear en las nubes....
Amor, en las nubes


:: Vomitado por El Missionário 8:29 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Domingo, Maio 02, 2004 ::

Introspectivo...



Nada. Nada de mais.
Nenhum comentário da minha parte.
Só queria compartilhar essa música, que é linda.

Drops of jupiter

Train

Now that she's back in the atmosphere
With drops of Jupiter in her hair, hey, hey
She acts like summer and walks like rain
Reminds me that there's time to change, hey, hey
Since the return from her stay on the moon
She listens like spring and she talks like June, hey, hey

Tell me did you sail across the sun
Did you make it to the Milky Way to see the lights all faded
And that heaven is overrated

Tell me, did you fall for a shooting star
One without a permanent scar
And did you miss me while you were looking for yourself out there

Now that she's back from that soul vacation
Tracing her way through the constellation, hey, hey
She checks out Mozart while she does tae-bo
Reminds me that there's room to grow, hey, hey

Now that she's back in the atmosphere
I'm afraid that she might think of me as plain ol' Jane
Told a story about a man who is too afraid to fly so he never did land

Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back to the Milky Way
And tell me, did Venus blow your mind
Was it everything you wanted to find
And did you miss me while you were looking for yourself out there

Can you imagine no love, pride, deep-fried chicken
Your best friend always sticking up for you even when I know you're wrong
Can you imagine no first dance, freeze dried romance five-hour phone conversation
The best soir latté that you ever had...and me

Tell me did the wind sweep you off your feet
Did you finally get the chance to dance along the light of day
And head back toward the Milky Way



:: Vomitado por El Missionário 8:40 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Sábado, Maio 01, 2004 ::

O Direito e o Contexto Socio-econômico do Século XXI



A partir de palestra brilhantemente proferida na semana jurídica da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas pelo professor doutor Alaôr Caffé Alves, titular de Filosofia do Direito na FDUSP e coordenador do curso de Direito da FACAMP.

Toda relação de conhecimento é bipolar, sendo um dos extremos constituído pelo sujeito cognocente, instigado pela sua razão, e um objeto congocível. Prega a corrente filosófica do positivismo, nascida com Auguste Comte (1798-1857), que todo o conhecimento deve ser livre de valoração pessoal e subjetiva. Ora, admitindo-se que o sujeito dessa relação é o homem enquanto ser humano, e, logo, passional em sua essência, fica claro que o positivismo visa eliminar esse lado da relação. Contudo, uma relação de conhecimento, por excelência, constitui-se de dois núcleos, e sem um deles, inexiste por completo.
Excuse moi, messieur Comte!

Com essa observação, o professor introduziu sua palestra, de cujo cerne começo a dissertar nas próximas linhas.
Todo país, via de regra, possui uma sociedade e um Estado constituído para governá-la. Mas, quais são as relações humanas que constituem essa sociedade?
Muitos poderiam alegar que são as relações intersubjetivas. O amor, a amizade, o afeto. Por essa visão, um empregador poderia contratar um empregado sem qualquer tipo de salário, somente por amor à profissão. Mas por um acaso alguém vende produtos básicos às necessidades humanas por amor?Obviamente que não. A base das relações sociais é (como sempre foi) o dinheiro, o lucro. Tudo gira em torno do capital.
É bem sabido e observável que existe um problema gravíssimo de distribuição de renda. Uma pequena parcela da população detém a maioria esmagadora da renda nacional, e a maioria esmagadora da população detém uma pequena parcela da mesma renda. E essa elite, visando enriquecer mais e mais, submete a classe dos trabalhadores a rotinas enfastiantes de trabalho, e todo o custo gerado por estes trabalhadores volta na forma de lucro às mãos dos empresários. Lucro obtido do consumo destas pessoas, pois é inerente ao ser humano ter necessidades, desde as mais básicas, como a almentação, até as quais ele, dia a dia, se cria.
Nesse contexto, o Estado, com seu poder político, cria leis que protegem essa elite e obrigam toda a sociedade a se enquadrar no sistema. As leis claramente protegem os interesses de uma camada dominante, e, por si só, pode garantir seu cumprimento, dado ao fato de o Estado ter seu poder político totalmente baseado na força (como bem explanou Maquiavel, 1469 - 1527, em seu tratado "O Príncipe"), capaz de coagir gerando sanções.
E esse Estado ganha uma roupagem de deomocracia, uma maquiagem à qual chamamos eleições, onde, de quatro em quatro anos, todos os cidadãos confirmam sua submissão à tirania do regime. Mesmo os representantes mais bem intencionados são barrados por um aparato burocrático a serviço da burguesia industrial.
E, por esse meio é que somos subjugados, sendo o Direito um importante instrumento para a consecução desses fins.
******

Uma observação pessoal: Sabe como eu me senti ao sair dessa palestra? DESCONECTADO DA MATRIX... exatamente. E justamente estou escrevendo esse post segundo sugestão do prof. Alaôr, para que cada um dos presentes passassem adiante aquele conhecimento, germinando assim uma semente.

:: Vomitado por El Missionário 1:30 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Quarta-feira, Abril 28, 2004 ::

O Pensamento Político de Thomas Hobbes



Olá, cativos e fiéis leitores!
Após um super post de bobageiras on-line, volto à linha "menino bonzinho" e vou mandando mais um daqueles posts culturais.
Toda a ciência, via de regra, possui seus clássico. Entende-se por obra clássica ou pensador clássico aquele ou aquela cujas idéias permanecem sempre influentes no âmbito de atuação daquela ciência.
Ora, Thomas Hobbes é um destes, na Ciência Política, juntamente com Maquiavel (seu fundador), Locke, Rousseau, Montesquieu, Marx, entre outros.
Thomas Hobbes de Malmesbury nasceu na cidade de Westport, Inglaterra, no ano de 1588. Filho de um vigário anglicano, violento e inculto, foi um tio que encarregou-se da formação do jovem Thomas. Com ele, estudou os pensadores clássicos greco-romanos, vindo a traduzir do grego a peça "Medéia", de Eurípedes, aos 13 anos.
Aos 15 ingressou na tradicional Oxford University, e, depois de formado, tornou-se preceptor de jovens da nobreza inglesa. Com William Cavendish, conde de Devonshire, fez longa viagem pela França e pela Itália.
Retornou à Inglaterra em 1637, já em meio à efervescência revolucionária. O Parlamento dividia-se entre os partidários do rei Carlos I, dos Stuarts, e os "cabeças redondas", sob comando de Oliver Cromwell, favoráveis à instauração de uma república.
Hobbes era abertamente pelo absolutismo monárquico, e, por medo da prisão na Torre de Londres, como aconteceu a outros que apoiavam o rei, exilou-se na França em 1640. Lá, escreveu sua obra máxima, "O Leviatã".
Declarando submissão ao Commomwealth de Cromwell, Hobbes volta à Inglaterra em 1651. Após a restauração da monarquia, caiu nas graças do rei Carlos II, o qual tinha educado em seus anos na corte francesa. Recebeu pensão da coroa inglesa até o ano de 1667, quando foi considerado um pensador maldito e ateu, impedido de publicar qualquer de suas obras políticas.
Dedicou os últimos anos de sua vida à tradução do grego para o latim das epopéias de Homero, Odisséia e Ilíada e de sua própria biografia, também em versos latinos. Faleceu em Hardwick, no ano de 1679.
Em "O Leviatã, Hobbes lança as bases do movimento contratualista. Para ele, a natureza humana é má. Em suas próprias palavras, "O homem é o lobo do homem."Essa maldade de caráter vem, principalmente, da continua necessidade de o homem fazer o bem a si próprio a qualquer custo. Isso porque, por natureza, todos os homens têm direito a todas as coisas. Ora, isso gera uma insegurança quanto ao que fará o outro, o que põe todos num estado de guerra permanente.
Mas o que fazer para findar esse conflito? Firmar o contrato social.Assumindo os homens esse contrato, eles se comprometeriam a abrir mão de seu direito absoluto sobre todas as coisas, em favor de seus concidadãos, e isso garantiria o direito à propriedade privada.
Contudo, um contrato são palavras apenas, e nada pode garantir seu cumprimento, dada a natureza volúvel do ser humano. Logo, existe a necessidade de um poder coercitivo, capaz de obrigar, por medo do castigo, que todos os homens cumpram sua parte nesse contrato. Surge aí o Estado, o governo central. Na metáfora de Hobbes, ele seria como um Leviatã, monstro marinho fenício, gigantesco. E, para consituí-lo, cada cidadão abre mão de seu direito de se auto-gerir em seu favor, para que este represente sua vontade.

Bom, em linhas gerais, acho que é isso!
Foi muito chato esse?

Abraços!


Thomas Hobbes de Malmesbury
(1588 - 1679)
:: Vomitado por El Missionário 1:26 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Quinta-feira, Abril 22, 2004 ::

Tiradentes é o caraleo, o feriado foi do Edir Macedo!




Feriado de Tiradentes, dois desocupados conversando no MSN. O que acontece? Ambos começam a falar asneiras. Daí nasceu esse lindo diálogo sobre uma das instituições mais rentáveis do mundo, quase uma Microsoft Corporation do Senhor. Estrelando, Stephs como Bispa e Filippe como FI, o rapaz que encontrou a "luz de Jezuz".

FI:Olááá bispa, amiga, tudo bem?O que você tem feito nas suas tardes desocupadas?

BISPA: Ah, Fi... eu gosto de ir à sessão de descarrego nas minhas tardes desocupadas. Vou lá louvar Jesus e tirar meus encostos. E você? Já experimentou?

FI:Na verdade ainda não amiga... mas eu sinto muita vontade. É que eu descobri um programa muito bom na tv, que me mostrou esse meu lado religioso que eu não conhecia.

BISPA:Que programa milagroso seria este?

FI:Ah amiga...é um programa veiculado pela Igreja Universal do Reino de Deus... chama-se "Mistérios".

BISPA:Como foi que você descobriu essa maravilha santa que te levou para o caminho da fé de nosso senhor Jesus amado e bendito???

FI:Ah, foi como um sinal de Deus! Um belo dia, eu almocei meus três pratos de arroz com feijão, após aquele beck matinal, acabei brigando com a minha mãe e bati nela mais uma vez. Depois isso, fui para a sala cheirar minhas três carreiras de pó, pra ajudar na digestão, e depois da minha segunda garrafa de pinga, resolvi ligar a TV...
Peguei o controle e comecei a mudar de canal. Angélica, novela mexicana, programas sobre emagrecedores milagrosos...
E como a luz divina, algo apareceu na minha tela...uma cena impressionante... uma música avassaladora, e uma voz dizendo: "Você tem dores de cabeça constantes?" Eu respondi : "SIM!", "Você tem vícios?" eu respondi "Sim!!SIM!!".
A voz perguntava muitas coisas...eu não disntinguia nada muito claramente pois estava alucinado com as drogas... mas não cansava de responder "SIM!" enquanto minha cachorra lambia minha boca."Cuidado...você pode estar possuído..." E assim, a cena mudou... um recinto muito grande, com muitas pessoas juntas, gritando, com as mãos na nuca... parecia fim de rebelião em presídio... praticamente uma cena de "Carandiru". Achei que era uma ilustração do inferno, mas na verdade, era a SESSÃO ESPIRITUAL DO DESCARREGO.

BISPA:Aleluiaaaaa!!!!! Benze com azeite quenteeee, irmããão!!!!! Sinta o senhor adentrando seus poros, suas orelhas e seus demais orifícos!!! Pedacinhos do céu: compre 2 e pague 3!!!

FI:Mas irmã, o programa não pára por aí, fica ainda melhor!

BISPA:Deus seja louvado, irmão!! O que mais acontece?

FI:Quando essa cena foi cortada... subitamente apareceu na TV a figura de um homem santo, carismático, charmoso... pastor Alexandre...Ele me olhava nos olhos e também me chamava de irmão...Mas algo ainda melhor estava por vir! Pessoas com problemas, como eu, ligavam para lá. Sim...e contavam mistérios em suas vidas. E, por trás de uma cortina branca, uma ex-mãe-de-encostos explicava aqueles mistérios!
Como por exemplo, da amiga que encontrou em seu jardim o nome do seu marido, em cima de um bife, enterrado num formigueiro...

BISPA:Uma ex-mãe-de-encostos é mais uma alma salva pela empresa, digo, pela Igreja Universal, irmão!! Ohhhh, essa é macumba das fortes!!! Aposto como toda a família dela morreu de tuberculose asmática crônica, não

FI:Não!Por sorte não morreu, mas a mãe de esncostos, que agora serve ao pai das luzes, explicou que era um trabalho bem forte, e para matar! E o pastor então recomendou à amiga a ALIANÇA DA QUEBRA DA MALDIÇÃO. Você já pegou a sua, irmã?

BISPA:Graças a Jesus, irmão!! Peguei a minha quando encontrei um marreco gay da Galiléia com uma sardinha assada em seus orifícios baixos em cima do meu lustre!

FI:Mas meu Deus irmã!! O que a ex-parente-qualquer-de-encostos disse spbre isso?

BISPA:Ele disse que o marreco gay da Galiléia é um animal usado em rituais satânicos na Cefalônia. E que a sardinha no cu dele significava que eu ia morrer de caganeira em sete dias.

FI:Agora me explique, como Jesus operou esse milagre da salvaçào na sua vida, através da aliança??

BISPA:Jesus apareceu pra mim e me deu uma goiaba, irmão!!!

FI:Mas uma goiaba, para que seria a goiaba?

BISPA:Goiaba prende o intestino!

FI:Ah sim, claro!!! ALELUIA!!!!
Sabe o que mais eu vi no programa?

BISPA:ALELUIAAA!! O que mais você viu?

FI:Uma amiga, disse que encontrou no portão da sua casa um papelão com merd...quer dizer, fezes e urina humana e uma camisa-de-vênus usada.Quem será o infeliz capaz de fazer algo assim?

BISPA:Um tarado católico!

FI:Mas irmã... a que horas acontece a sessão espiritual do descarrego?E em que dias?

BISPA:Terças feiras, 7, 11:30, 16:00 e 19:30, irmão!!

FI:E onde?

BISPA:Na DIVINA Catedral da Explor.. digo, da Fé!!!

FI:Muito bom irmã! Por que não vamos na sessão das 19:30, e logo após, saímos pra tomar uma pinga?

BISPA:Ah, ótima idéia. O bar do Zé tem a melhor cachaça da região

FI:Amém então?

BISPA:ALELUIA!

FI:Entào Aleluia!



**********

NOTA: Nem **§SIR L@NCELOT®§** nem BISPA têm qualquer tipo de preconceito religioso, sendo por ambos este considerado um ato digno de censura e o qual não apoiamos.
MAS PELO AMOR DE DEUS, IGREJA UNIVERSAL TAMBÉM É DEMAIS!

AGRADECIMENTOS
Primeiramente a nossos pais, nossas mães e à Xuxa.
Depois, ao Edir Macedo, gênio criador dessa instituição chamada IGREJA UNIVERSAL, que todos podemos zuar tanto.
E por último, ao Tiradentes, que morreu por todos nós e hoje nos proporcionou uma noite ociosa, de onde saiu tanta asneira!

CRÉDITOS:
Preâmbulo e título: Stephs
Nota, créditos e agradecimentos: Fi

:: Vomitado por El Missionário 1:51 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Sexta-feira, Abril 16, 2004 ::

Heráldica e títulos de nobreza



Mas Filippe, querido, amado, vitaminado do meu coração!!!Você fica séculos sem postar nada, e agora que volta, escreve sobre essas merdas antigas que ninguém gosta?
Exatamente, meus mui amados leitores. Sentisteis minha falta?
Espero que sim...
Sobre o assunto, posso justificá-lo. E para isso, uso mais uma vez a legitimação do meu poder sobre esse blog. Ele funciona nnum regime absolutista e eu tenho direitos plenos e divinos sobre ele. Logo, escrevo sobre o que bem me parece. E se lhes aprouver, fazei a revolução.
"Allons enfants della patrie,
Le jour de gloire est arrivè..."


Bom, grosserias megalomaníacas à parte, evocamos aí o Absolutismo. Regime político caracterizado pelo despotismo monárquico, fundamentado no Direito Divino dos reis (teoria positivada no tratado do cardeal francês Jacques Bossuet). Trocando em miúdos: o rei podia fazer qualquer bosta que quisesse porque Deus deixa.
Também fazia parte desse regime político o poder de uma segunda camada dominante, a nobreza. E o que são? Gente podre de rica, que tinha terras e servos que trabalhavam para si, não faziam nada, mas dizia-se que tinham por responsabilidade lutar pela nação em caso de guerra (provavelmente na mesma época já falavam as pessoas em "papai noel").
Eram esses nobres os duques, condes, marqueses, barões....
Mas Filippe, amado, popozudo, coisa fofaaa... eles inventaram esses nomes??
E aí chegamos ao cerne desse post repleto da mais brilhante cultura inútil. De onde vieram os títulos de nobreza?
Pois bem. Eles tem origens diversas. E também uma hierarquia própria. Portanto, na ordem, sào eles:
Duques: do latim, duces, chefes. Esse título tem por origem a própria Roma antiga. Generais, comandantes de guerra. Logo, para o Império Romano, o cargo mais alto. Os responsáveis pela manutenção da ordem e da magnitude do Imperium Romanum (Meu latim tá melhorando horrores...)
Condes: do latim, comites, aqueles que acompanham. Acompanhavam os generais em batalha, e a eles era confiado o governo e a pacificação da regiões conquistadas. Durante a Alta Idade Média, já com a formação dos reinos bárbaros, os condes eram acompanhantes do rei em comitivas diplomáticas. A derivação visconde indica um menor grau hierárquico (Visconde de Sabugosa, lembram?HAHAHA...só quebrando o gelo)
Marqueses: do latim, marchiones, nem idéia do que siginifica (eu sei uma miséria de latim e a fonte não informa... sou só aluno de Direito, não doutorado, cacete...). Eram os encarregados de governas as regiões fronteiriças do Império.
Barões: não, não é latim!Ber, bar, antigo galês, "viril" (não estudei galês, mas isso tem na fonte). Eram os cavaleiros que combatiam ao lado do rei.

Todos eses títulos eram conedidos a pessoas que tivessem algum valor que fosse de utilidade à coroa.
E de onde vieram os brasões? Eis aí um antigo costume dos bárbaros germanos. Os chefes dos clãs, antes de uma batalha, costumavam pintar sobre seus escudos e elmos a figura, geralmente de algum animal, que os distiguisse em batalha e representasse algum de seus valores, como coragem e astúcia. Esse símbolo era passado puro ao seu primogênito, e os demais filhos tinham o direito de usá-los, mas com alguma coisa que os diferenciasse.

E eis aí o post de hoje. Um pouco de cultura inútil!
Me desculpo pela ausência prolongada e tentarei na medida do possível ser mais constante!


A coroa ducal espanhola


A coroa ducal francesa
:: Vomitado por El Missionário 4:47 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Domingo, Março 21, 2004 ::

Auto de Penhora



Salve, amados leitores!
Me desculpo, novamente, pela longa ausência.
Mas digo q em breve volto com meus posts mais longos. A faculdade tem me ocupado um pouco.
Por hora, deixo vocês com um post rápido... abrindo o bestiário da justiça brasileira, temos este maravilhoso auto de penhora. Recebi por e-mail, da minha irmã, também advogada. Inacreditável. Vejam vocês mesmos!


:: Vomitado por El Missionário 3:25 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Sexta-feira, Março 05, 2004 ::

Palestra com o professor Rubem Alves



Sede sempre bem vindos, ilustres leitores...
Como sabeis, acabei de ingressar na faculdade de Direito. E como já esperava, estou absolutamente encantado. Logo, por algum tempo meus posts vão tender um pouco a assuntos acadêmicos. Mas sempre com a qualidade **§SIR L@NCELOT®§**, hehehehe.
Embora a faculdade seja de Direito, hoje o assunto não se restringe só a esse curso, e não só à Universidade, mas a todos os níveis educacionais. O assunto é justamente esse. EDUCAÇÃO.
Para começar, cito um grande escritor irlandês:

"A Educação é uma coisa admirável, mas vale a pena lembrar, de tempos em tempos, que nem tudo o que se deve saber vale a pena ser ensinado."
- Oscar Wilde

Dois motivos, basicamente, me levaram a isso. O primeiro, foi um trabalho de Metodologia que eu tive que fazer, acerca de um artigo do pedagogo Paulo Freire. E o segundo foi a aula inaugural da faculdade, uma palestra com o teólogo, filósofo, poeta e educador Rubem Alves.
Geralmente essa palestra é ministrada por um jurista, mas o Centro Acadêmico XVI de abril, numa felicíssima escolha, voltou a sua atenção para um outro tema, tendo em vista a importância da interdisciplinaridade no curriculum educacional.
Pois bem, senhores...eu vos pergunto: o que é educação? Geralmente quando se usa essa palavra, poucas ou nenhuma lembrança boa nos vêm à mente. Acreditos que todos já tivemos aulas com aquela tia gorda que nos obrigou a decorar verbos. Ou lembramo-nos de noites mal dormidas às voltas com fórmulas mal-compreendidas de Física. E tudo isso, para que? Após o vestibular, algumas coisas são simplesmente deletadas, pois a nossa memória é inteligente, tendo a capacidade de peneirar informações úteis, desprezando as inúteis. É próprio dos débeis acumular todo o tipo de informação que não virá a ter uso algum.
Boa parte deste esquecimento vem também do método que geralmente se emprega, hoje, no Brasil. O método, com o perdão do termo popular, "decoreba", que não consegue prender a atenção ou sequer despertar algum interesse por parte dos discentes. Se não há interesse, não há nenhum aproveitamento. Escreveu Adélia Prado: "Não dêem-me faca ou queijo. Eu quero a fome". Se há a fome, pode-se facilmente conseguir queijo e faca. Mas se não há a fome, estes de nada adiantarão.
O interesse desperta nos estudantes um aguçado espírito crítico, que aplicado à vida em sociedade, os tornará cidadão melhores e mais aptos a um mundo com a dinâmica deste. E cabe ao professor incentivar a postura crítica e investigativa, incentivar a pesquisa. E no final, espera-se que ambos aprendam, chegando mesmo ao aluno saber mais que o professor.
Creio que já me alonguei por demais, mas antes de me despedir, quero dizer mais uma coisa que foi exposta na palestra.
Um sociólogo americano disse uma vez que toda lei tem uma função explícita e uma função latente. A maior parte das instituições educacionais tem em sua política a obrigatoriedade de 75% de presença. A função explícita dessa norma seria que para um bom aprendizado, há que se comparecer à aula. E a função latente é proteger o professor medíocre da vergonha de uma fuga em massa de sua aula.

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos
fragmentos de futuro em que a alegria é servida como
sacramento, para que as crianças aprendam que o
mundo pode ser diferente. Que a escola,
ela mesma, seja um fragmento do
futuro..."

- Rubem Alves


:: Vomitado por El Missionário 12:36 AM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Sábado, Fevereiro 28, 2004 ::

"O Príncipe"



"Os homens trilham quase sempre estradas já percorridas. Um homem prudente deve assim escolher os caminhos já pecorridos pelos grandes homens e imitá-los; assim, mesmo que não seja possível seguir fielmente, nem pela imitação alcançar totalmente as virtudes dos grandes, sempre se aproveita muita coisa. Deve proceder como os seteiros prudentes que, querendo atingir um ponto muito distante, e conhecendo a capacidade do arco, fazem a mira em altura superior à do ponto visado. Não o fazem, evidentemente, para que a flecha atinja tal altura: valem-se da mira elevada apenas para ferir com segurança o lugar designado muito mais abaixo."
- Nicolau Maquiavel (1469 - 1527), "O Príncipe", capítulo VI: "Dos principados novos que se conquistam pelas armas e nobremente" (DE PRINCIPATIBUS NOVIS QUI ARMIS PROPRIIS ET VIRTUTE ACQUIRUNTUR).

Creio que as palavras de um dos maiores teóricos do Estado de todos os tempos explicam-se por si sós. Porém, como esse blog é de minha propriedade, tomo um espaço para minhas considerações sobre a obra, a seguir expostas, e com objetivo de esclarecer algo acerca da mesma, que pode não ser conhecida de todos os meus leitores.
Niccolò Machiavelli nasceu em florença, em 1469. Descendente de um ramo pobre da nobreza toscana, era filho de um advogado. Durante sua juventude, esteve às voltas com os clássicos, como Cícero e Platão, e na sua vida adulta desempenhou vários cargos públicos, chegando a chanceler da República.
Como assessor de embaixadas, viajou à França de Luís XIII e também conheceu Cesare Borgia, filho do papa Alexandre VI, que se converteu numa das suas fontes de inspiração para a composição de "O Príncipe".
Em 1513, começa a escrever sua obra prima, com a qual presenteou Lorenzo II de Médici, o Magnífico, o qual, acreditava ele, ter pulso o suficiente para unificar a Itália e torná-la um só Estado soberano.
Nela, Maquiavel disserta sobre a origem dos principados, de como conquistá-los e de como governá-los, tomando por base experiências históricas de grandes homens desde a antigüidade. Uma das máximas do livro é a de que Moral e Política devem ser negócios totalmente separados.
Para quem quiser aprender a ser mau, aí vai a minha dica...


:: Vomitado por El Missionário 6:19 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004 ::
"Não há melhor maneira de exercitar a imaginação do que estudar Direito. Nenhum poeta jamais interpretou a natureza com tanta liberdade quanto um jurista interpreta a verdade".

(Jean Girandoux)



NÃO PERCAM.
EM BREVE, ATUALIZAÇÃO!
E MIL PERDÕES PELA LONGA AUSÊNCIA...


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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Terça-feira, Fevereiro 10, 2004 ::

E Sir Lancelot vira bixo



Sede mais uma vez muito bem vindos, cativos leitores!
Eis que agora vosso bravo anfitrião torna-se universitário, aluno do curso de Direito da PUC de Campinas.
E como não poderia faltar, sendo tradição e parte integrante do ritual de passagem, ontem foi dia de trote.
Senhor... quanta vergonha. A palhaçada já começou no meu ônibus. Isso que dá conhecer muita gente, você já começa tomando mais que todo mundo. Ganhei uma estrelinha no rosto e a incrição "DIREITO" na testa, em batom de cor "rosa-biscatão".
Saindo do ônibus, a humilhação continuou... fui andando até a faculdade de mão dada com os outros bixos, e pior ainda, de elefantinho (com as mãos dadas por baixo da perna). Entào, surge na minha frente a primeira tesoura... um veterano desalmado arregaçou com o meu topete, logo vieram os potinhos de guache, mais tesouras, mais maquininhas, cola com purpurina... e finalmente estava eu na avenida Anchieta, quase em frente à prefeitura de Campinas, pedindo dinheiro no semáforo. Já todo colorido e com o cabelo arrasado (e não mais arrasando...hahaha). E o que o ser humano não faz por um mísero trocado... dancei macarena, egüinha pocotó, disse que as barangas eram lindas, elogiei filhos de casais sorridentes. E pelo menos uma balinha eu arrumava. O cúmulo foi quando o meu veterano escreveu nas minhas costas 1 real e uma setinha para as minhas partes traseiras.
Logo, mais uma vez numa fila totalmente colorida e de mãos dadas, nos dirigimos ao tradicional bar Furlan, cantando alegremente "Atirei o Pau no Gato". Quando chegamos lá, estava totalmente lotado e com um trio elétrico.
A tinta saiu depois de um bom banho. O cabelo eu terminei de raspar quando cheguei em casa, e em alguns meses vai crescer denovo. Já a lembrança do meu primeiro dia de aula, as amizades que eu fiz e as risadas que eu dei, isso nada vai apagar. Todos os meus veteranos foram ótimos, não fiz absolutamente nada sem o meu consentimento. Nenhuma brincadeira de mal gosto. Nenhuma ofensa.
Contrariando as minhas próprias expectativas, meu trote foi inesquecível, num ótimo sentido.


Prédio da facul: PUCCamp, campus central
:: Vomitado por El Missionário 12:50 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo: :: Domingo, Fevereiro 08, 2004 ::

Notícia enriquecedora



Para dar uma quebrada no clima super sério que tomou conta desse blog, hoje vou postar algo diferente!
Aliás, já aviso desde já que a minha inspiração para isso surgiu desse blog: http://www.madamezoraide.blogger.com.br, que estive visitando por esses dias e achei muito interessante.
A autora do blog, minha querida Zoraide dos comments, pública notícias do dia e comenta-as (muito bem) segundo seu ponto de vista.
Já eu, vosso humilde autor, numa noite ocupadíssima, leu aqui na internet uma notícia de extrema relevancia, um fato que poderá mudar a história da humanidade. E pegando carona com Madame Zoraide, trago a notícia até vocês:

Vaca vai ao banco, não é atendida e vai embora

Da Redação
AFP

Enquete: O que levou a vaca a entrar no banco?

Acima, a vaca e o funcionário (sentado), personagens da história narrada ao lado
Esta é uma história real. Apenas o nome da personagem principal foi trocado.

Era uma vez uma vaca chamada Mimosinha. Ela passeava por Wunstorf (Alemanha), aparentemente curtindo seu momento de lazer, quando foi ao banco. (O que levou Mimosinha a entrar no banco, entretanto, escapa dos conhecimentos deste escriba. Os motivos de uma vaca são freqüentemente misteriosos.)

Eis que Mimosinha entra no banco, o Wunstorf Sparkasse Bank - como pode ser visto pelas imagens abaixo, que foram registradas pelas câmeras de segurança. Mimosinha - Mimi, para os íntimos - caminhou, caminhou, caminhou. Inultimente: não foi atendida.

Aliás, nem um funcionário sequer levantou da cadeira para ver o que ela queria (veja ao lado, na foto do meio). Por que ele nem se mexeu? Talvez estivesse muito ocupado, talvez não tenha ido com a cara de Mimi. (Os motivos de um ser humano, assim como de um ser bovino, são freqüentemente misteriosos.)

Mimosinha cansou-se do banco - e, talvez, da sua falta de atenção com os clientes - e foi embora. Adeus, Mimi!




- Fonte: UOL Tablóide
http://noticias.uol.com.br/tabloide/ult1594u274.jhtm

É no mínimo revoltante esse descaso com o pobre animal, esse que vem a refletir um problema muito maior e de proporções globais. Como um banco pode tratar dessa maneira "alguém" q atravessa suas portas?
Será que esse funcionário imaginou que essa mesma cliente poderia ser quem oferecia leite puro à sua família, garantindo assim uma alimentação mais saudável?
Eu sou a favor de um Código de Defesa do consumidor mais severo, com rígidas punições a esse tipo de desrespeito. E o governo? Onde está? O que os governantes alemães vão fazer sobre isso? NADA! NADA! Assim como nada seria feito se isso fosse no Brasil.
É revoltante.

P.S.: No comentário acima, qualquer semelhança com Cidade Alerta ou Programa do Ratinho não são mera concidência...


:: Vomitado por El Missionário 2:35 PM [+] ::
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Dramas, crises, escândalos e coisas do tipo:

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